quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Urtiga: receitas culinárias

A urtiga é riquíssima em vitaminas (B, C, K), betacaroteno, minerais (magnésio, ferro), oligo-elementos, aminoácidos, proteínas, cálcio, sais minerais e fosfatos. Na culinária utiliza-se em sumos, infusões, pão, sopas, esparregado, tartes salgadas, bolos, etc. Para eliminar o efeito urticante da planta, mergulha-se em água a ferver. Na Escócia e na Rússia as urtigas são muito utilizadas na culinária.
Conforme o fim a que se destina (chá, culinária, cataplasmas, fabrico de queijos/coalho, chorume), da urtiga utilizam-se as extremidades novas e tenras (sobretudo em Abril), a planta inteira (de Maio a Setembro) e a raiz (de Agosto a Outubro).
Seguem-se algumas receitas que poderás experimentar:
 
Sopa de urtigas

Sopa de urtigas
500g de folhas de urtiga, frescas e novas, 1 cebola, 2 batatas médias, 1 raminho de tomilho, sal e azeite q.b., cubos de pão torrado.
Apanha-se as urtigas, lavam-se e retiram-se as folhas que deverão ser picadas grosseiramente. Entretanto, refoga-se em azeite a cebola cortada às rodelas e, quando estiver loura, adiciona-se as batatas cortadas bocados, um litro de água e o raminho de tomilho. Tempera-se com sal e deixa-se cozer até as batatas estarem boas para reduzir a puré com a varinha mágica. Depois, junta-se as urtigas e deixa-se cozer mais um pouco (10 min). Serve-se com cubos de pão torrado.


Receita de bolo

Cupcake de urtigas

Tarte de urtigas


Bolo de urtigas

Sumo de urtigas

Para finalizar aqui te deixamos mais umas sugestões culinárias  e características destas plantas maravilhosas!!
Então, abrimos-te o apetite ou não?...

Urtiga: essa maravilhosa mal-amada

As nossas urtigas: Urtica membranácea
A urtiga é uma planta que pertence ao género Urtica e apresenta várias espécies: Urtica dioica, Urtica membranácea, Urtica urens, etc. Popularmente também é conhecida como urtigão, urtiga-maior, ortiga ou ortigãoOriginária da Europa e da Ásia o seu nome vem do latim urere que significa queimar (carácter urticante).  
Cuidado... que não deve ser manipulada sem luvas!!!
As suas flores são pequenas e de cor clara. Apresenta folhas do formato de coração, com as bordas serreadas. Tem muitos pelos urticantes nas folhas e caules. Estes agem como agulhas hipodérmicas, injetando histamina e outras substâncias químicas que produzem uma sensação de ardor quando manipulados (urticária).
Planta vivaz muito rústica reproduz-se tão rapidamente que é considerada uma erva daninha. Prefere terrenos incultos, húmidos, frescos e sombrios. No logradouro da nossa escola é muito abundante. 
Esta planta é bastante frequente nas regiões de clima temperado. É uma planta nativa de Portugal Continental e Arquipélago da Madeira, tendo sido introduzida no arquipélago dos Açores.
A planta tem uma longa história de uso (4000-3000 a.C.- fabrico de vestuário) como um medicamento, como fonte de alimento (Plínio o Jovem comia urtigas cozinhadas como se fossem espinafres), na indústria têxtil e na do papel (fibras de urtiga), na extracção da clorofila e na forragem para o gado. Thomas Campbell, poeta escocês afirmou Na Escócia comi urtigas, dormi em lençóis de urtigas e jantei sobre uma toalha de urtigas.
Assim, até ao princípio do século XX, a urtiga foi utilizada pela indústria têxtil. Na actualidade, é usada na medicina e na alimentação.

Aplicações medicinais

Anticaspa

Coloque numa tigela o equivalente a uma mão de urtiga e cubra com álcool a 40º e deixe marinando por 2 dias. Após esse período, coe o líquido e despeje no couro cabeludo seco. Repita duas vezes por semana até a caspa sair por completo.

Chá de folhas de urtiga

Chá de Urtiga (folhas, flores)

Coloque 1 colher de sopa de folhas de urtiga numa panela com 1 litro de água fervente. Tape a panela bem e deixe em infusão pelo menos 15 minutos. Após esse período coar bem e beba 2 ou 3 vezes por dia. O chá pode ser tomado quente ou frio. O chá tem função drenante, estimulando o funcionamento do aparelho digestivo, fígado e pâncreas. Regenera os tecidos dos rins e ajuda a aliviar os cálculos renais. Pode ainda ser utilizado com diurético.
Não desanimes se achares esta bebida tem um gosto sensaborão. Acabas por te habituar e vale a pena o sacrifício pelos benefícios que se obtém. Também combate as descalcificações e a osteoporose e melhora o aspecto dos cabelos.

Urtiga branca

Urtiga branca
Existe uma planta conhecida por urtiga-branca que na verdade não é uma urtiga pois pertence a um outro género (Lamiun álbum). Não tem pelos urticantes. A urtiga-branca é, também chamada de urtiga-morta, urtiga-mansa ou erva-angélica e pertence à família botânica das Lamiaceae.
A urtiga-branca é uma erva anual, nativa da Europa e espalhada por diversas partes do mundo. Floresce desde o final do outono e até no inverno, com flores brancas, grandes. Tem um suave aroma a mel - também é chamada de urtiga-das-abelhas por suas propriedades atrativas a estes polinizadores.
Embora fisicamente diferente da urtiga comum é também uma planta medicinal e alimentícia de uso muito antigo. É indicada para tratamentos de doenças que afetam o aparelho reprodutor feminino. Também é usada para tratar inflamações das vias urinárias e problemas renais. Nas crianças, a urtiga-branca é usada como xarope para tosse, no alívio de bronquites, nas inflamações da mucosa bucal e da garganta pois tem efeitos anti-inflamatório e bactericida. Para uso medicinal, a urtiga-branca pode ser colhida durante o verão e seca, à sombra, para uso posterior. A urtiga-branca não é uma planta tóxica e as suas folhas e hastes jovens são comestíveis, em saladas, sopas ou refogados e o chá das flores é bastante agradável.
Para ficares a conhecer melhor esta planta clica aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Como construir um banco de sementes e fazer chorume de urtiga

Na semana passada a nossa colaboradora Ana Lídia fez-nos uma visita. Trouxe-nos o seu banco de sementes e partilhou-o connosco.

O banco de sementes

Outra imagem do banco de sementes
Os meninos tomaram também contacto com o almanaque Borda D’ Água e leram algumas passagens. Deste modo ficaram a conhecer a utilidade destas publicações. O blog da horta já tinha feito uma referência a estes almanaques. Ora espreita aqui.


Os pacotinhos feitos de papel onde estão guardadas as sementes

Os meninos a ouvir as explicações

Chorume de urtiga
Na segunda parte da sessão, deu a conhecer uma planta fantástica que é a urtiga. Com ela ensinou a preparar um chorume que nos vai ajudar a fertilizar a horta. 
O chorume é um líquido concentrado obtido através da maceração de urtigas ao longo de vários dias. Devido aos seus elevados níveis de magnésio, enxofre e ferro, o chorume pode ser usado como um fertilizante líquido para estimular o crescimento das plantas e as proteger de várias doenças. Por ter uma grande quantidade de azoto, pode ainda ser usado como um ativador natural do composto. São também conhecidas as suas capacidades como inseticida natural e repelente muito eficaz contra ácaros e pulgões.


O aspecto do chorume em formação

As bolhas de gás indicam que a fermentação está a decorrer
Agora só falta ter um bocadinho de paciência e esperar que fique pronto. 
Para te informares melhor sobre como fazer chorume de urtiga aqui te deixamos um pequeno apontamento.

Notícias da horta: preparação de canteiros

Para além dos trabalhos na horta e nos jardins também nos dedicamos a recuperar canteiros.

O estado de degradação dos canteiros

Outro dos canteiros a recuperar

A professora Celeste a recuperar um
dos canteiros ao pé da Casinha da horta
Presentemente a nossa atenção recaiu sobre os canteiros à volta da Casinha da horta. Estamos a limpar o terreno das heras e a preparar o solo (fertilização) para depois semear as flores. Também estamos a vedar os canteiros para que se possa preservar o trabalho já realizado. 
Porém, infelizmente, alguns meninos têm partido as vedações e têm feito dos canteiros caixote do lixo… 
É aqui que entra a nossa função pedagógica, mas ainda não conseguimos chegar a todos. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Planta do mês: a palmeira-de-saia

Palmeira-de-saia
Nome Científico: Washingtonia filifera
Nomes Populares: Palmeira-de-saia, Palmeira-da-califórnia.
Categoria: Palmeiras
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Origem: desertos da Califórnia, nos Estados Unidos, e parte do México
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Para completar esta ficha descritiva falta ainda acrescentar algumas características desta planta. Assim, a palmeira-de-saia apresenta folhas grandes em forma de leque que formam uma copa aberta. São ideais para serem cultivadas em locais com verões quentes. Porém, possuem uma grande resistência a invernos gelados, suportando temperaturas de -10°C.
Impressionantes estes exemplares
As folhas mortas persistem em vez de cair como nas outras palmeiras, formando-se uma saia volumosa de cor parda, característica da espécie. Esta saia no entanto pode abrigar pragas, roedores e pombos e é muito inflamável, de forma que a remoção destas folhas pode ser indicada em alguns casos. As inflorescências contêm numerosas flores branco-amareladas que dão origem a pequenos frutos, do tipo drupa, de coloração vermelho-escura. Multiplica-se por sementes. 

Outra bonita imagem
Para conheceres melhor esta palmeira que existe abundantemente no logradouro da tua escola, clica aqui.

As nossas palmeiras

Outra imagem das nossas palmeiras. Observem as suas saias

Escaravelho-vermelho das palmeiras

É um insecto de cor forte. Quem diria que é uma praga...

O escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus) é uma praga e o seu controlo tem-se demonstrado bastante complicado. É um inseto relativamente grande, entre dois e cinco centímetros de comprimento, e tem uma cor vermelho-ferrugem. As suas larvas escavam buracos no caule das palmeiras, podendo matar a planta hospedeira.

Metamorfoses do escaravelho-vermelho

Originário da Ásia tropical, o escaravelho vermelho espalhou-se na África e Europa, atingindo o Mediterrâneo em 1980.
Os primeiros ataques de escaravelho vermelho foram detectados em setembro de 2007 no Algarve. Em 2011, a praga já tinha atingido o norte do país.

A morte das palmeiras

Para te informares melhor sobre esta praga clica aqui.

Distribuição da praga em Portugal

Compostagem: uma sessão teórico-prática

O nosso pequeno grupo no início da sessão
No dia 4 de Janeiro, realizou-se na nossa escola uma sessão teórico-prática sobre compostagem. Teve como dinamizadora a Eng.a Deolinda Ataíde da C.M.A. (Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental) e como aprendentes professores da equipa da Horta e alunos voluntários.
Ficámos a conhecer as etapas da construção de uma pilha de compostagem e dos materiais a utilizar. Por exemplo, não devemos colocar quaisquer restos de alimentos cozinhados, assim como, gorduras (manteiga, fiambre, etc.), carne, peixe, pão, bolos, alimentos processados, legumes ou peças de fruta inteiras, bem como restos de vegetais e cascas grandes (fatias de melão ou melancia) e cascas de citrinos (muito difíceis de decompor pelos microorganismos do solo).

Adicionando cinza à pilha

Aqui está a nossa pilha de compostagem

Obrigada pelas explicações tão pormenorizadas. Gostámos muito e ficamos à espera de novas sessões!!...
Tivemos também direito a alguns presentes, muito úteis. Ora vejam, um manual de compostagem feito por crianças e editado pela C.M.A. Este está à tua disposição na Biblioteca.
Uma das ofertas sobre compostagem
Já em tempos o nosso blog fez uma publicação sobre compostagem. Queres relembrá-la? Clica aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Natal na Horta

Nos dias 19 e 21 de dezembro, a horta realizou duas exposições, na Sala dos Professores, com materiais de cerâmica produzidos na Sala de Olaria pela professora Teresa Cameira.
Tínhamos chás, sementes e diversas peças de cerâmica (ímanes, pregadeiras, elásticos para o cabelo, colares).
As exposições foram muito visitadas pelos professores e restantes funcionários.
Ora vê como estavam bonitas as mesas de exposição!!...

19 de dezembro

A mesa de exposição (chás, sementes, ímanes e outras peças de cerâmica)

Pormenor dos materiais expostos

 21 de dezembro

Visão geral da mesa de exposição

Pormenor dos materiais expostos

Outro pormenor da mesa de exposição

Os nossos ímanes