segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Planta do mês: Candeias ou capuz-de-fradinho

Candeias ou capuz-de-fradinho é uma erva rizomatosa perene da família das aráceas. O seu nome científico, consoante a espécie, é Arisarum vulgare ou Arisarum simorrhinum.
Esquema de um espádice
com as flores à sua volta
As suas inflorescências estão dispostas em torno de um espádice curvo, envolvido por uma espata (tipo de bráctea típica das aráceas que protege as flores dispostas no espádice) que cobre totalmente a sua base, onde se encontram as flores femininas.
Corte longitudinal: espádice curvo tendo à sua volta as flores. Vê-se
 igualmente a espata que envolve todo o conjunto.
A espata abre-se na parte superior, deixando sair o espádice curvo, de forma que a inflorescência se assemelha a uma candeia com o pavio de fora. A espata, de cor escura entre o negro e o violeta, ao curvar-se assemelha-se também ao capuz de um frade.
Inflorescência e fruto 
A floração ocorre entre outubro e abril, sendo os insetos os agentes polinizadores. Os frutos são bagas tóxicas. Apesar de tóxica pode usar-se as suas folhas e rizoma em cataplasmas como laxante, diurético, expetorante e cicatrizante.
As nossas candeias: aspecto da planta

As nossas candeias: vejam como são bonitas
 as espatas de tons escuros e brancos

As nossas candeias: nesta imagem
 ainda não está visível o espádice
Multiplica-se por divisão dos tubérculos. Desenvolve-se em terras cultivadas, sebes e lugares húmidos.
É uma planta mediterrânica distribuindo-se pelo centro e sul de Portugal e Açores. 
Para ficares a saber mais sobre esta planta clica aqui.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Curiosidades: plantas que purificam/filtram a água (mina do Lousal)

Imagem aérea da mina do Lousal: lagoas verde e vermelha, em baixo,
 e pantanal no canto superior direito

A mina do Lousal, descoberta por um agricultor em 1882, foi explorada entre 1900 e 1988. 
Actualmente encontra-se musealizada, apresentando infraestruturas que caracterizam a arqueologia industrial mineira. 
Ao longo do percurso o visitante toma contacto com diferentes estruturas geológicas (afloramentos, falhas e dobras) assim como com as lagoas de águas ácidas ("lagoa verde" e "lagoa vermelha", esta última apresenta uma nascente submersa).

Estação de tratamento das águas ácidas por fitorremediação

É obrigatória a passagem pela estação de tratamento das águas ácidas recorrendo a um sistema de fitorremediação, implementado em 17 wetlands (pantanais de ribeira) com encaminhamento para a Ribeira de Corona. 
A fitorremediação é uma tecnologia que utiliza plantas para limpar locais contaminados. As plantas auxiliam na remoção de contaminantes como metais, pesticidas e até óleos do ambiente ou local degradado.

Alguns exemplos de plantas que ajudam a filtrar a água

Para ficares a saber mais sobre este tema aqui te deixamos estes endereços de páginas que consideramos interessantes:
http://aditaduradacultura.blogspot.pt/2013/02/museu-mineiro-do-lousal.html

Esperamos que tenhas ficado curioso e com vontade de visitar a Mina do Lousal, tal como o fizeram alguns dos teus colegas no dia 18 deste mês.

No dia em que a horta foi à sala de aula

A porta que dá acesso à Unidade de Multideficiência
 Na terça-feira passada a horta foi visitar a unidade de multideficiência.
 Aí fomos recebidas, com muito carinho, pela professora Zélia Pires e pela auxiliar Ana Barata que nos mostraram as suas instalações. Ficámos impressionadas com a sala espaçosa, muito bem decorada e equipada.

Um aspecto da sala

Os nossos meninos são três: o Carlitos, a Liandra e a Daniela que nesse dia não estava presente.
Na sala, existe uma pequena horta dentro de uma caixa de madeira. Como estamos no outono a caixa estava repleta de folhas amarelas e castanhas, pinhas, bolotas e uma planta de grão-de-bico a crescer num vasinho. 

O outono
Também à janela havia vasos com carnudas.

Os vasos de carnudas
Trouxemos da nossa horta um recipiente com terra e sementes de cravo túnico para fazer uma atividade. Com a ajuda da professora Zélia e da auxiliar Ana os meninos semearam e depois regaram as sementinhas.

Primeiro foi a Liandra a semear os carvos túnicos
com a ajuda das professoras Zélia e Elisabete

O Carlitos está muito atento. A seguir é ele a semear.

Aqui está o nosso Carlitos em plena atividade.

Depois, a Liandra regou a sementeira...

....e também o Carlitos

Descobriram as texturas da terra e das pequenas sementes. Era tão bom senti-las nos dedos e ouvir o som que produziam!...Parecia o som da chuva!!!

O Carlitos experimenta a textura das sementes
No fim, o vaso foi colocado à janela para que as sementes pudessem germinar.

A Liandra colocou o vaso à janela
Agora era só ir espreitando e observar o crescimento das pequenas plantinhas até elas apresentarem o tamanho necessário para poderem ser transplantadas.

Mas esta será uma outra atividade!...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Alterações climáticas

O impacto das atividades humanas, nomeadamente a queima de combustíveis fósseis, o abate da floresta tropical e a pecuária, no clima e na temperatura da Terra é cada vez maior.

As enormes quantidades de gases com efeito de estufa (C02, metano, óxido nitroso e gases fluorados) provenientes destas atividades juntam-se às naturalmente presentes na atmosfera, reforçando o efeito de estufa e o aquecimento global.

O fenómeno do aquecimento global

A atual temperatura média do planeta é 0,85º C superior à do século XIX. Cada uma das três últimas décadas foi mais quente do qualquer outra década desde 1850, ano em que começou a haver registos.
Para os cientistas mais conceituados a nível internacional na área do clima, as atividades humanas são, quase certamente, a principal causa do aquecimento observado desde meados do século XX.
Um aumento de 2º C em relação à temperatura na era pré-industrial é considerado pelos cientistas como o limite acima do qual existe um risco muito mais elevado de consequências ambientais à escala mundial perigosas e, eventualmente, catastróficas. Por esta razão, a comunidade internacional reconheceu a necessidade de manter o aquecimento global abaixo de 2.º C.
Para ficares mais esclarecido podes consultar este site.

Porém, tu podes fazer muito pelo Planeta e pela conservação da vida na Terra. Ora vê:


O que podes fazer pelo ambiente

Para ficares ainda mais informado consulta esta obra de fácil leitura e da qual retirámos as duas imagens anteriores.

Existem dois livros em BD publicados on-line sobre as alterações climáticas. 
Aqui tos deixamos para tua fruição e conhecimento.





Faz aqui o download das obras Portugal 2055 e Reportagem.

Planta do mês: torga

Calluna vulgaris é o nome botânico da espécie pertencente ao género Calluna - família Ericaceae - do qual é a única representante, não havendo mais nenhuma espécie neste género.
A Calluna diferencia-se das espécies do género Erica, com as quais é muitas vezes confundida, principalmente pelas suas folhas que são muito pequenas, decussadas (cada par cruza – se com o par seguinte, formando um X) e que se dispõem umas sobre as outras de forma densamente imbricada. 


Calluna vulgaris (torga)

Erica tetralix e Erica umbellata (urze ou queiró)
Calluna vulgaris distribui-se amplamente por toda a Europa desde as Ilhas Britânicas e Península Ibérica até aos Montes Urais na Rússia, e desde a Escandinávia até ao Mediterrâneo e Marrocos. 

Distribuição em Portugal continental
Em tempos idos, embora não mais distantes que meia dúzia de décadas, a torga era utilizada pelas populações mais pobres do interior do país para fazer vassouras, escovas para esfregar o soalho das habitações e para encher colchões. A madeira das velhas raízes era utilizada nas lareiras ou para fazer carvão. Chegou a ser utilizada para produzir tinta com a qual se tingiam cabedal e lã em tons de amarelo.
Para ficares a saber um pouco mais clica aqui e aqui.


A nossa torga (Jardim mediterrânico)

Outra imagem da nossa torga

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O dia em que a Escola fez 45 anos: 28 de outubro de 2016


PARABÉNS Escola Anselmo de Andrade!!!...
PARABÉNS a todos nós que nos orgulhamos de pertencer a esta comunidade educativa!!!...
Neste dia, como não poderia deixar de ser, a Horta também se associou às comemorações.
Na casinha da horta, foi descerrada, pela Sra. Diretora um painel de azulejos da autoria da Professora Teresa Cameira.


O painel de azulejos da autoria da Professora Teresa Cameira

A Sra. Diretora Margarida Lucena, a Professora Teresa Cameira
(autora do painel de azulejos) e a Professora Elisabete Garcia
(gestora do projeto da biohorta)

Na Sala dos Alunos tivemos uma banquinha recheada de produtos. A marmelada (com marmelos da horta) e as compotas foram feitas pela Auxiliar Isabel Henriques. Chás e sementes, e ainda, bijuterias em faiança alusivas à horta, com supervisão técnica da Professora Teresa Cameira. 
Todos os produtos foram amplamente apreciados. 
Aqui fica um pequeno apontamento fotográfico:

A nossa banquinha

Colares com flores e frutos

Elásticos para o cabelo

Ímanes

Um colar com folha e laranjas

Até para o ano que vem... 
Até lá, continuaremos nas nossas atividades. 
Então, ficaste com vontade de te associares a nós e ao Clube de Olaria da Professora Teresa Cameira? Nós já lá estamos e ficaremos à tua espera!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Plantas aromáticas


Plantas aromaticas beneficiosaude revisto from fernandaataide55

Há já alguns anos, o aluno Gonçalo Costa do 8º A nº 8 fez uma pesquisa sobre plantas aromáticas e verificou que muitas delas eram também plantas medicinais.
Aqui nos deixou o resultado do seu trabalho que depois de revisto foi agora publicado.
Ora vejam como está bonito e esclarecedor.